Catira nas Universidades: tradição caipira em diálogo com a academia

A catira, dança tradicional do interior paulista, tem conquistado novos espaços de valorização e reconhecimento, ultrapassando os limites das festas populares para chegar também ao ambiente acadêmico. Exemplo disso foi a participação da professora Fernanda Colli, coordenadora da catira em Araçatuba e idealizadora do Projeto Folclorear, no Fórum Permanente da UNICAMP, organizado pelas renomadas pesquisadoras Prof.ª Dra. Selma Simão e Dr.ª Jurema Sampaio.

Na ocasião, Fernanda apresentou uma reflexão sobre a importância da catira como ferramenta educativa e cultural, destacando o papel do Folclorear na preservação das tradições dentro da escola. Sua fala evidenciou que o ato de preservar não se limita a reproduzir práticas do passado, mas significa ressignificar saberes, tornando-os vivos e presentes na formação das novas gerações.

Ao levar a catira para a universidade, o debate se amplia: a tradição popular, muitas vezes marginalizada, ganha espaço de legitimidade e diálogo com a pesquisa, a pedagogia e a ciência. Fernanda destacou que preservar as tradições começa na sala de aula, onde as crianças e jovens podem aprender, praticar e se reconhecer como parte de uma identidade cultural coletiva.

A participação no Fórum Permanente da UNICAMP reforça a relevância do trabalho desenvolvido em Araçatuba, que já inspira educadores em diferentes regiões. Mais do que uma dança, a catira se mostra como um elo de pertencimento, resistência e construção cidadã.

Assim, ao ocupar também o espaço universitário, a catira reafirma seu valor como patrimônio cultural, educativo e social, provando que tradição e academia podem caminhar juntas em prol da preservação da identidade brasileira.

Escrito por: FERNANDA COLLI

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